sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O VALOR DO REFORÇO

"Li o seu post e lembrei-me de perguntar se me pode ajudar a apoiar o meu filho de 15 anos a ter
mais cuidado com a escrita. Dá muitos erros ortográficos. Contudo, gosta imenso de história, ecologia e de biologia. Quase que me obriga a ver com ele os programas da TV ao fim de um dia de cerca de 10 horas de trabalho cansativo. Poderá dar-me alguma ajuda?Agradeço antecipadamente."
Celina Fortuna.


Acabei de ler o seu comentário enquanto «navegava» na internet e vou tentar dar as indicações que me são possíveis.
Não sei qual o ano de escolaridade que o seu filho frequenta, mas julgo que deverá situar-se entre o 7º e o 9º ano.
Portanto, se ele chegou a esse patamar sem deficiências, julgo que o seu nível intelectual deve ser «normal» para poder frequentar qualquer curso médio ou superior. Se assim
for, penso que tem a vantagem de não ter de fazer uma orientação vocacional.
Se, como mãe, tem a ambição natural e «normal» que o seu filho escreva bem a sua língua materna, está no seu direito (e obrigação?).
Já deve ter compreendido que o reforço do seu filho é inteirar-se sobre assuntos de ecologia, biologia e história e ter a sua companhia ou a demonstração do seu interesse por esses assuntos.
O que posso dizer sobre isso é aconselhá-la a ler atentamente pelo menos os 5 volumes de Como Modificar o Comportamento, da Plátano Editora, além de quaisquer outros que dêem exemplos do modo como podemos alterar o comportamento dos outros. Pode utilizat também o livro da JOANA (D).

No seu caso, como o reforço está quase determinado, deixe o seu filho ver os programas e, se possível, tente acompanhá-lo no início dos mesmos apesar de não o ter
incentivado para isso. Logo depois do início do programa, pode pretextar qualquer trabalho a fazer de imediato e pedir ao filho que faça uma pequena redacção ou resumo sobre aquilo que acabar de ver e que também a si interessa. Se ele quiser fazer um comentário, melhor ainda.
Depois, quando tiver tempo e disponibilidade, torna-se imprescindível que a senhora peça esses resumos ou comentários e, além de elogiar a sua elaboração, vá comentando com o filho as suas falhas de escrita, ortografia, caligrafia ou construção do texto mostrando as vantagens que, com a correcção dos mesmos, ele pode ter no futuro, quando for um bom investigador ou perito na matéria. Por isso, até o pode ajudar a corrigir os erros e pedir que ele continue sozinho a fazer o mesmo consultando dicionários, internet, etc.

Assim, com o reforço que lhe vai dar com a sua participação no evento, não quando ele deseja mas
quando é possível para si, pode conseguir que ele, na brincadeira, consiga melhorar um pouco na parte de escrita. Além disso, pode ter a vantagem de não ter de consultar um gabinete de orientação vocacional por ele já ter escolhido a sua futura profissão.
Ou será apenas a companhia da mãe que lhe interessa durante os programas de televisão? Se assim for, o problema é outro mas, nos livros de que falei, também pode descobrir uma nova forma de agir.
Veja bem como se aplicam as técnicas de moldagem e reforço do comportamento incompatível.
Pode consultar os meus posts com exemplos das mesmas.
O que mais desejo para si é boa sorte ou nova pergunta.

Em 2018, já existe na colecção da Biblioterapia o 18º livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R), destinado a orientar os interessados para a leitura e consulta adequada de livros, desde que desejem
enveredar por uma psicoterapia, acções de psicopedadogia, de interacção social e de desenvolvimento pessoal, autonomamente ou com pouca ajuda de especialistas.


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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA
É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

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3 comentários:

Anastácia Campos disse...

Quando acabei de ler este post fiquei com vontade de perguntar se posso fazer alguma coisa pelo meu filho de 15 anos que, de repente começou a sair com uma rapariga que me parece estouvada. Não tenho mais filhos e o meu marido, de 40 anos, está também com uma rapariga cerca de 10 anos mais nova do que ele. Estou com medo de que o meu filho se envolva com a rapariga com quem está a relacionar-se, às escondidas e de forma pouco clara. Receio um «desastre» e, depois, em vez de um problema (o do meu marido) vou ter mais dois (o do meu filho e de qualquer «resultado» deste seu relacionamento). Gostaria de receber uma «dica» que me pudesse orientar «à distância» já que o meu emprego, embora não mal remunerado, deixa pouco tempo para «divagações».

Anónimo disse...

Li as suas respostas dadas a Celina Fortuna e Anastácia Campos. Comprei os livros na Bertrand mas não fiquei satisfeita com a compressão da matéria. Parece que toda essa matéria que é muito interessante deveria ser apresentada, explanada e exemplificada de maneira mais ampla.
Já viu os livros de Eduardo Sá? Diz pouca coisa em muitas palavras. Nos seus, muita coisa é dita em pouquíssimas palavras.
Vá lá. Faça qualquer coisa melhor! Assim, poderemos compreender melhor as coisas que diz e utilizá-las bem.
Contudo, o blog está mais aceitável. Continue-o e não escreva com a pressa de expor e acabar.

Hermínia Colaço disse...

Acabei de ler este poste e achei que talvez me podesse ajudar. Necessito de dar uma orientação ao meu filho de 16 anos que chumbou no 10º ano. Agora está desorientado e não sabe o que fazer.
Há alguma coisa que eu possa fazer?